Vesti-me na pele de um lobo até o mundo renascer e então reconheci que não era um lobo mas sim um frágil cordeiro.
Quantos sonhos, quantos corações despedaçados...
Extravagância... não me reconheces?
Estive ausente o tempo suficiente para não mais ser aquele eterno distante.
Não mais quero exteriorizar os teus excessos.
Sabes, neste tempo, a minha alma renasceu e agora estou disponível para te dar uma resposta.
Tenho momentos em que sou memórias nas quais recordo as tuas "palavras".
Faz tempo que já não te chamo, nem te vejo.
Agora mudámos vivendo cada qual o seu destino.
Tu avanças na tua senda destrutiva e eu continuo por aqui recolhendo os destroços que me sobraram.
Não posso crer que um dia te tenha conhecido.
Não consigo aceitar que um dia fizeste parte de mim.
Sinto dificuldade em superar as tuas marcas.
Não me acenes...é tarde para voltarmos ao principio.
A distância percorrida foi marcante demais e não me atrevo a contornar a barreira.
Não mais voltarei a teu lado embora sempre exista esse vicio de relembrar o que passámos juntos.
Relembrar para não mais viver.
Relembrar para um dia não mais me arrepender do que fiz antes.
Perdoa-me por não mais compreender as tuas orações.
Segunda-feira, 2 de Março de 2009
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